Domingo, Novembro 29, 2009
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Jantar em família
Ficar em casa
Agora sim o casamento entre pessoas do mesmo sexo
Domingo, Novembro 15, 2009
Escuta-me...
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Novo filme de Teresa Villaverde
A menina do cão do fiat e o seu amante
O Solista
Dois anos
Domingo, Outubro 25, 2009
Obrigado Mega Ferreira
PH de uma vida improvável
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Cantam as nossas almas
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
A regra do jogo
Terça-feira, Outubro 20, 2009
Bernardo Santareno merecia mais
Os dias assim
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Farm Ville
o primeiro-ministro,
os deputados e as deputadas nacionais,
os deputados e as deputadas europeias,
o presidente da comissão europeia,
os e as presidentes de câmara,
os e as presidentes das assembleias municipais,
das juntas de freguesia,
das comarcas,
do clube de futebol do bairro, da cidade,
do país,
agora que até já elejemos Barack Obama
no qual não votámos por uma mera circunstância formal,
podemos voltar ordeiramente à realidade
dos dias
e das noites
e fingir que a vida que construímos
é realmente vida,
vida a sério,
vida com V grande,
de vitória,
acabou-se a história.
a
a Acabou-se a história,
pensamos enquanto nos afundamos,
no estertor do sofá
pago a 24 meses na Moviflor,
quando não está ninguém do outro lado do plasma,
a 36 meses na wortem sempre,
até o raio do jantar que se azedou
no estômago,
trazido em sacos de plástico
com o cartão do Continente,
acabou-se a história,
hoje o Grissom despede-se,
diz adeus,
vai-se embora,
o adn da nossa desvida,
a azia passa-nos do estômago para
o coração,
nós não queríamos,
a leveza não está à venda,
nem a beleza,
tigresa,
acabou-se a memória,
esqueci-me, dizemos,
esqueceste-te de quê?,
perguntam aqueles pares que inventamos para
não percebermos que estamos
fora
fora do mundo
fora do sítio
fora da vida
os putos cresceram, dizemos
as fotografias espalhadas na sala
são pequenos troféus felizes
os nossos dias
passados assim, agora
que já elejemos os nossos primeiros e segundos e terceiros
representantes
na rua, no bairro, na cidade,
no país, no continente, no mundo
esquece-te outra vez de viver,
de saborear a maçã,
a grande maçã livre,
o pecado original
e põe-te novamente
como fazes sempre,
na fila
para a distribuição de benesses
e de milagres
do santo antoninho.
Terça-feira, Setembro 29, 2009
O MEP em Lisboa
Já expressei aqui o meu sentido de voto em relação às próximas eleições autárquicas. Reforcei essa minha convicção quando fui à apresentação do programa cultural a que se dedicará Catarina Vaz Pinto, proposta de António Costa, para a vereação cultural da cidade. Tenho vinte e sete anos de ligação à cultura e nunca vi, a este nível do poder político, um discurso tão clarividente sobre a actividade cultural. Há pouco no entanto tomei conhecimento com a candidatura do MEP, bem como o programa político que a suporta. O cabeça de lista à Câmara é José Costa Ramos cuja delicadeza humana - e como eu, tantas vezes bruto de sentimentos, um paquiderme numa loja de porcelanas, aprecio a delicadeza alheia! - já tive o privilégio de desfrutar. A generosidade com que ela foi construída , a riqueza das suas ideias, " que bonita é a cidade com que José Costa Ramos sonha!", faz-me sentir que é um dever espalhar a palavra, neste caso o link. Até porque ela corresponde a algo que é cada vez mais profundo, a necessidade de que a política se transforme, deixe de ficar tão refém de interesses partidários de natureza corporativa, e seja a vontade de sonhar com a cidade, com uma determinada cidade. Apetece-me dizer, obrigado José Carlos.
Domingo, Setembro 27, 2009
Última nota
A maioria relativa, lida pelo lado da alegria
A maioria relativa, lida pelo lado da preocupação
Quando eu for votar
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
O amor nem sempre é o que parece. É preciso chorar, é preciso zangar, é preciso gritar, é preciso quase sentir o peito a rebentar para percebermos a enorme injustiça do amor : na sua improbabilidade, ou seja, independentemente de existir ou não, é capaz de nos levar tão depressa ao céu como ao inferno do existir. Como tão bem o cantaram Vinicius, Betânia. O amante sofre tanto de um falso amor como de um amor verdadeiro, e isso só pode parecer injusto para os que se dão conta de que acabaram por se entreter com um falso amor. E mesmo assim os errantes do amor podem tomar a seu favor a semelhança que há entre um e outro. E contarão sempre com a nossa compreensão. Não há nenhuma praça que se ria, que zombe deles e isso porque em todas as praças das nossas cidades há homens e mulheres apaixonados que sabem o quanto é improvável o verdadeiro amor. O que o distingue não são as palavras ditas ou proferidas, os gestos e suspiros da carne a exaltar-se, mas o bálsamo que é para o espírito, confrontar-se uma alma com a revelação da verdade do seu amor. Epifania que pode surgir das formas mais inusitadas. Há pouco percebi que ela era o meu amor mais verdadeiro quando interrompi o que estava a fazer no computador para colocar aqui um charleston para ela poder ensaiar uma dança para uma festa de um grupo de teatro de uma comunidade inglesa a que está ligada. Entretanto o pequeno filme do you tube chegou ao fim e ela continuou a marcar o charleston trauteando um ritmo. Fiquei embevecido a olhar para ela, para os seus gestos, tão ingénuos, tão delicados, tão compenetrados. Há muito que me entrego ao prazer único de ser um espectador privilegiado da sua expressão de mundo.
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
Foi você que falou em agenda oculta?
O Presidente de alguns portugueses
Sexta-feira, Setembro 18, 2009
O Homem Livre

