tag:blogger.com,1999:blog-5525361.post3135221758073486312..comments2008-07-26T20:18:51.038+01:00Comments on respirar o mesmo ar: A aventura da ma/paternidadeJPNhttp://www.blogger.com/profile/05232859031389735841jpnogueira@gmail.comBlogger13125tag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-27541388745031662642008-07-26T20:18:00.000+01:002008-07-26T20:18:00.000+01:00"a construção social que nos lixou a vida a partir..."a construção social que nos lixou a vida a partir das diferenças dos nossos corpos"<BR/><BR/>boa. :)JPNhttp://www.blogger.com/profile/05232859031389735841noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-11772339700235861532008-07-26T14:04:00.000+01:002008-07-26T14:04:00.000+01:00Amigo, tens toda a razão quando dizes que o que tu...Amigo, tens toda a razão quando dizes que o que tu escreves aqui é um acto político e até de "associativismo", gera pensamento, gera reflexão e quem sabe se gerará mudança.Gosto muito dos posts em que com essa forma de escrever que tens pões as entranhas a nú e partilhas os teus pensamentos dúvidas e opiniões com os teus leitores e leitores. Isto é uma forma de fazer política, mas é uma forma de fazer política individual, no silêncio da escrita. É válida e como já te disse aceito-a (mais faltava)e sei que tu sabes o que é melhor para a tua vida. Só acho, e era aí que queria chamar a atenção, que não só nos actos individuais se mudam as coisas, são muito importantes os actos individuais, a política da vida quotidiana, mas a minha questão, a minha dúvida, é porque é que ainda há tão poucos movimentos de homens que reflexionem sobre os seus direitos e sobre a forma como foram socialmente construidos a partir dos seus caracteres biológicos. Como é óbvio, esta não é uma pergunta para ti, tu não tens que responder por todos os homens. foi a partir do exemplo que surgiu a reflexão mas é uma questão muito mais geral.<BR/><BR/>E neste caso específico a moldura sim é o género, a construção social que nos lixou a vida a partir das diferenças dos nossos corpos. Quando um dia superarmos esta questão e podermos ser iguais nas nossas diferenças, será mais fácil falar dos valores humanos que mais alto se levantam.<BR/><BR/>Um grande abraçosete e picoshttp://www.blogger.com/profile/02021525200889652932noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-35532637785302033312008-07-26T12:56:00.000+01:002008-07-26T12:56:00.000+01:00aprésmidifaune(eheheheheheh), não sou um gajo tão ...aprésmidifaune(eheheheheheh), não sou um gajo tão simples ,para mim os tribunais servem para outras coisas, não como locais para irmos pedir aquilo que podemos construir com a outra pessoa. abraço<BR/>:)JPNhttp://www.blogger.com/profile/05232859031389735841noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-70483333723887953312008-07-26T11:07:00.000+01:002008-07-26T11:07:00.000+01:00Joaquim, hoje ainda te comento. Para já um abraço....Joaquim, hoje ainda te comento. Para já um abraço.Luíshttp://www.blogger.com/profile/13822172378255036953noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-5092136875008885052008-07-26T10:05:00.000+01:002008-07-26T10:05:00.000+01:00sou um gajo simples, de ideias simples, por isso m...sou um gajo simples, de ideias simples, por isso mesmo me assalta a pergunta, também ela simples:<BR/><BR/>o que é que te impede de ires ao tribunal pedir a semana sim, semana não?apresmidifaunehttp://apresmidifaune.wordpress.com/noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-21652112747105932772008-07-26T04:56:00.000+01:002008-07-26T04:56:00.000+01:00Querida Sete e Picos (soa estranho assim, eheheheh...Querida Sete e Picos (soa estranho assim, eheheheh!),<BR/>quando tu falas em silêncio depois de eu ter escrito um lençol destes eu fico a pensar que tu não não estás desperta para a circunstância de que estes meus textos sejam a forma de me associar, e não só a homens, a homens e mulheres, que são a forma que neste momento encontro de lutar. Mas são. Quando escrevo posts deste tipo levo muito a sério a capacidade política que resulta de um, entre os demais, se esventrar nas suas intimidades para constituir um corpus político.<BR/>Quando escrevo que sou igual a todos os outros pais de quinze em quinze dias, queres maior declaração política de associação? Assumi estes textos a sério não porque me sentisse pessoalmente atingido por nenhum post. Tratam-se de pessoas que conheço e que poderia facilmente escrever um mail a dizer, olha, amiga, acho que as coisas podem ser vistas de outro modo. Fiz disso política, creio, pelo menos é a melhor forma que agora conheço de fazer política, escrevendo. Colocando a minha capacidade de me expôr disponível para os outros. Homens e mulheres, insisto. creio que a redução a uma questão de género não se pôe aqui. A questão de género é um mero pretexto ( ou se quiseres, uma moldura) para consolidar um discurso de natureza repressiva sobre a vida, sobre a vida enquanto dádiva, enquanto partilha, enquanto prazer, aventura, a vida em estado (a)venturoso. <BR/>E isso para mim é que é o mais importante e isso é uma luta para os homens e para as mulheres.<BR/>BeijoJPNhttp://www.blogger.com/profile/05232859031389735841noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-23108035109861440182008-07-25T21:08:00.000+01:002008-07-25T21:08:00.000+01:00Querido Quim, é verdade que o meu post começou por...Querido Quim, é verdade que o meu post começou por considerar que os pais de 15 em 15 dias são, ou podem ser, pais idealizados que se constrastam demasiado com as mães da vida real. as mães formigas vs pais cigarras, como tu ilustraste.<BR/><BR/>Mas o argumento central do post não era esse, era o facto dos homens e principalmente aqueles que como tu, têm noção da discriminação de género a que são sujeitos por serem homens, não se organizarem e não reivindicarem os seus direitos. Como disseste neste post e como também já conversámos vários vezes, tu faze-lo à tua forma, no teu silêncio, na tua espera, na tua persistência. Fáze-lo (não sei se existe esta palavra) de uma forma individual, sem confronto, pelo interesse superior do teu filho. Aceito. Mas não concordo. Se todas as lutas fossem feitas no silêncio, na espera, na acomodação à ideia de que algum dia o outro vai mudar, no sustentar da ideia de que é melhor estar sossegado para não prejudicar as crianças, para não chatear ninguém, nunca nada mudaria. As mulheres viveram muitas anos, séculos, a fazer lutas internas, no silêncio das casas, dos corpos, das relações. E só saindo para a rua e organizando-se é que as coisas puderam começar a ser diferentes. E mesmo assim, como vês e como sabes, ainda há muita coisa por mudar, ainda há muitos homens e muitas mulheres que não acreditam que os homens não só têm direito aos filhos como são capazes de cuidar deles tão bem como qualquer mulher. <BR/><BR/>Acho que os homens precisam de juntarem, de defender os seus direitos, para que as coisas possam mudar, para que cada vez mais construams colectivamente a ideia de que não é a biologia que nos faz ser capazes de cuidar, é o amor que construimos e aprendemos na vida quotidiana, e isso sabes tu bem porque és um pai amoroso e cuidador.sete e picoshttp://www.blogger.com/profile/02021525200889652932noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-5094143202947094172008-07-25T15:47:00.000+01:002008-07-25T15:47:00.000+01:00Compreendo o pacto que fizeste contigo próprio a b...Compreendo o pacto que fizeste contigo próprio a bem da criança, mas não que possa ser uma coisa com a qual te conformas, só aqui é que discordo. De quando em quando porque não interrogar a mãe face a esse acordo, até porque as mães quando os filhotes são muito pequenos têm mais reservas em entregá-los aos pais, mas agora que ele já vai à escola...Ele também saberá de gostar que continuas a querer mais tempo com ele. A partir dos seis, uma semana mãe e outra pai parece-me bom para o equlíbrio da criança. No entanto, é como dizes, cada história é única e é preciso avaliá-la com muito cuidado. JPN, esse tempo é mesmo pouquinho...digo-te com carinho e amizade.<BR/>~CC~CCFhttp://www.blogger.com/profile/09353799956660352302noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-23494758953598696232008-07-25T13:49:00.000+01:002008-07-25T13:49:00.000+01:00não vai nada longo, João, é um prazer ter-te aqui....não vai nada longo, João, é um prazer ter-te aqui. <BR/>o que eu queria ter conseguido defender é a ideia de que acaba por ser um pouco inglório o pensarmos que há uns pais que se habituam à ideia e tiram grande partido da vida de pais solteiros e outros que não. porque, isso não só faz com que partilhemos e reproduzamos uma determinada ideologia que maximiza a cultura de uma identidade assente no individualismo e na desresponsabilização social (para as mães formigas os pais são mais felizes porque podem passar a vida a foliar e cantar), como que, para este dispositivo ideológico funcione, dentro dela encontremos os nossos heróis e vilões. <BR/><BR/>é claro que do ponto de vista de quem está com uma criança 24 dias por mês, uma pessoa que só está 6 dias tem muito mais liberdade de acção. mas liberdade de acção para ser o quê?<BR/><BR/>é isso que devemos reflectir em conjunto. trincamos o caroço e já não saboreamos a cereja, tu a mandar e eu a obedecer, os dois no mesmo triste jogo...<BR/><BR/>eu não sou nada um pai especial. sou um pai de quinze em quinze dias igual a todos os outros. moldei as minhas rotinas ao facto de só o ter 4 dias por mês. tenho uma vida mais livre, no entender de algumas mulheres, tenho uma vida mais vazia, no meu entender e de outros pais. tenho tendência para me acomodar, por vezes forço a minha tendência e tento usar os espaços possíveis para romper com esse conformismo. se me olharem nos dias conformistas serei um pai de quinze em quinze dias perfeitamente banal. e tão banal que muitas vezes já tenho de me trabalhar interiormente para receber com paz de espirito o meu filho e não pensar nas coisas que deixei de fazer, ou no stress que vou passar para lhe garantir todas as etapas do dia.JPNhttp://www.blogger.com/profile/05232859031389735841noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-54203199546209936162008-07-25T13:34:00.000+01:002008-07-25T13:34:00.000+01:00sabes, jpn, acho que percebeste o fundamental que ...sabes, jpn, acho que percebeste o fundamental que é assegurar vias de diálogo e vivenciar ao máximo a tua experiência paternal. no fundo, qualquer modelo poderá servir, se existir essa plataforma de diálogo flexível em que o interesse da criança está acima de tudo. o problema é que as crianças servem, normalmente, para o exercício de poder, para o exercício de propriedade, como se a responsabilidade pudesse ser dividida, ao invés de partilhada, por períodos de tempo definidos...<BR/>infelizmente, não conheço muitos casos de pais que queiram os filhos semana sim, semana não. conheço muitos mais casos de pais que não cumprem com as suas responsabilidades financeiras, que não telefonam aos filhos, que não vão às reuniões escolares, que não têm um quarto para eles na sua nova casa e os põem a dormir e a passar férias em casa da mãe ou da irmã... lamento dizê-lo e espero que, com tempo, estas situações, deixem de o padrão geral que vou reconhecendo nos já demasiados casos que conheço. claro que as mulheres também são responsáveis pelo 'estado das coisas', ao exigir ou aceitar que tudo se passe assim. cada caso será um caso e a vida de uma criança de meses não é a de uma criança de cinco anos, ou a de um adolescente. a flexibilidade, o diálogo, a capacidade de promover a mudança ao longo do tempo são, quanto a mim, os garantes de um desenvolvimento afectivo tranquilo, por parte da criança.<BR/>ainda bem que escreves, é bom saber que há pais assim.a rapariga que vinha da provínciahttp://www.blogger.com/profile/07686350987524624475noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-24506818853008799322008-07-25T10:34:00.000+01:002008-07-25T10:34:00.000+01:00Tenho vindo "espreitar" este blog há uns dias.Gost...Tenho vindo "espreitar" este blog há uns dias.<BR/>Gostei muito deste post, da tua forma de pensar e viver esta parte da tua vida.<BR/>Boa sorte!Ritinhahttp://www.blogger.com/profile/00583067796369920792noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-23652324196833364992008-07-25T10:11:00.000+01:002008-07-25T10:11:00.000+01:00voltamos, então, ao assunto. então e se em vez de ...voltamos, então, ao assunto. então e se em vez de falarmos de homens e de mulheres pusermos a questão assim: aquele que fica com a criança todos os dias e aquele que só fica com a criança de quinze em quinze dias. é que eu falei dos pais porque, sinceramente, só conheço casos em que as mães ficaram com os filhos e em que os pais sairam de casa. mas se fosse ao contrário a questão seria a mesma. aquele que fica com os miúdos todos os dias claro que tem direito a todas as pequenas coisas boas do quotidiano (e isso é óptimo, isso é a essência da vida) mas também tem uma canseira danada, um trabalho desmedido, sem direito a pausas nem a concessões (se ser pai com outro é difícil, ser pai sozinho é muito mais intenso, alguém tem dúvidas de que é esgotante?); e o outro, o que só tem os filhos de vez em quando, claro que não consegue criar tanta cumplicidade com os filhos mas tem uma vida muito mais "leve" (basta dizer que tem uma parte-de-vida-sem-filhos, o que já não é pouco). é o que é, e há pouca coisa que se possa fazer contra isto. como eu disse: eu percebo que tenha de ser assim mas não me venham dizer que é justo ou que têm os dois as mesmas preocupações ou o mesmo trabalho.<BR/>agora, quanto aos pais e às mães. é óptimo saber que há pais como tu, quim, e eu conheço mais um ou dois assim, mas sinceramente parece-me que são uma minoria. a maioria dos pais fica satisfeita com este regime de part-time. eu sei que quando se faz assim uma generalização corre-se o risco de ser injusto mas a verdade é esta. à maioria dos pais dá-lhes jeito que seja assim. o que temos que fazer é lutar contra isto, o que passa também por, enquanto ainda somos casal, tentar que pais e mães dividam as tarefas e as preocupações com os filhos. era bom que houvesse mais pais a fazer a sopa, isso te digo eu.<BR/>(acho que isto já vai longo demais, sorry)gatahttp://www.blogger.com/profile/02234952501975458359noreply@blogger.comtag:blogger.com,1999:blog-5525361.post-41064604046610903242008-07-25T09:54:00.000+01:002008-07-25T09:54:00.000+01:00Pois. É que há pais e pais e há mães e mães e cada...Pois. É que há pais e pais e há mães e mães e cada vez menos se pode meter tudo no mesmo saco. Obrigada, enquanto tia de uma criança com pai quando e como a mãe deixa, e irmã de um pai que é constantemente roubado, por não deixares de erguer a tua voz. É preciso, é mesmo preciso que se saiba que pais como tu de facto existem.cristinarhttp://cristinar.wordpress.com/noreply@blogger.com