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domingo, março 07, 2010
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"Além disso, se o BCE apoiou os bancos de forma tão activa e empenhada, não se compreende que se mostre agora tão relutante em apoiar os Estados que salvaram os bancos da crise que estes geraram. Porquê esta diferença? " João Rodrigues, Ladrão de Bicicletas e Arrastão
sexta-feira, junho 06, 2008
"Gosto destes tempos de crise",
quarta-feira, abril 30, 2008
Todos iguais
Ontem o Apicultor veio cá. Tenho um enorme orgulho em ser seu amigo. É um privilégio. Veio falar-me da terra e do filho. Brindei-o com um resto de pimento e tomate recheado, uma delícia. Pedi-lhe conselho para as alfaces, para as couves. Ou sobre a origem de algumas plantas. Depois falámos sobre a crise dos cereais, dei-lhe a ler uma reportagem do Público sobre um pastor da Mauritânia, que me tinha revirado do avesso. Ele partilha da tese de que tudo isto se deve, para além de uma intensa especulação, ao aumento de consumo de carne em países como a China ou a India, provocado por uma exportação do nosso modo de vida a camadas da população que vivem melhor. O consumo de carne, a alimentação dos animais são para ele uma grande justificação para o aumento do consumo de cereais. E fiquei a pensar nesta nossa existência paradoxal. É este querermos ser iguais que perpetua, tragicamente, a escravidão. Há-de alguém no futuro vir dizer-nos aquilo que alguns de nós já sentem como a sua dor de pensamento: a escravidão do humano é uma realidade não política. Conseguimos bani-la da política mas não acabámos com ela. Só a expulsámos das nossas imagens, das nossas imagens conscientes. Para que o pai abastado da criança europeia possa adormecer a sua cria sem o doloroso pesar de se inscrever numa comunidade esclavagista. Depois, ao limpar a tijela da fruta apercebo-me de que a pera abacate que comprara apodrecera. Também uma banana. Deito-a para o lixo e digo ao Apicultor:
- Acabei de deitar para o lixo o suficiente para saciar hoje a fome de uma pessoa.
quinta-feira, abril 24, 2008
Arroz global
Não quero ouvir. Ouço na televisão a voz do apresentador dizer que os especialistas dizem que a subida do preço do arroz pode levar à morte de cem milhões de pessoas. Depois, logo a seguir, ouço o apresentador tranquilizar-nos. Em Portugal não deve haver racionamento. E logo a seguir uma imagem de um panelão de arroz de cabidela. E eu sinto-me aflito, aflito. Ou terrorista, como confessava no outro dia a Isabela. Ouvi também que esta crise do arroz só nos chegará daqui a seis meses, quando se tiverem de comprar os novos stocks. Ou seja, já estou a ver os especuladores a guardarem o arroz em stock para o poderem vender mais alto. Não sei o que dizer.
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