Mostrar mensagens com a etiqueta DECO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DECO. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, junho 16, 2008

"Ou pagam por todos ou não há moralidade!"

A proposta de que no preço da electricidade se repercuta o custo que a empresa tem com os consumidores não pagantes, é fabulosa, principalmente porque vem de uma entidade reguladora e porque se trata de um sector público. Não fosse já tudo suficientemente extraordinário: a DECO, através de um seu porta-voz vem dizer que vê com bons olhos a proposta porque assim o aumento não é encapotado, como acontece com os juros dos empréstimos bancários, que dissimulam o custo que a banca tem com os calotes. É claro que esta iluminária não pensou um minuto sequer que quando uma actividade apresenta resultados líquidos (e não brutos) de mais 422 milhões de euros, todos os custos necessários à produção dos bens ou dos serviços que presta já estão integrados e que, por isso, fazer repercutir o preço dos incumpridores no preço da electricidade é uma segunda taxação e até, dado que se trata de uma empresa pública, de um imposto disfarçado. António Mexia esfrega as mãos de contente. Quanto mais lucros a empresa tiver mais legitimidade tem para os seus rendimentos milionários. Embora neste caso um possível lucro não tenha vindo do suor do seu rosto mas da fumigação cerebral da entidade reguladora, com o aval da DECO. Mas esperemos. Gente tão iluminada decerto não perderá muito tempo a fazer um novo parecer, aconselhando que no preço da electricidade se reflictam também, positivamente, os lucros do sector.
[ Imagem daqui]