quinta-feira, junho 02, 2005

Luis Pacheco

Absolutamente indispensável a leitura da entrevista de João Pedro George no Esplanar. E o que é uma coisa indispensável, pergunta-se, já que não quero entrar no mesmo tráfico de palavras abusadas: ver um homem a saracotear-se diante da sua própria ideia de morte. Porque, e só o descobri depois de ler a entrevista, por isso a tive como indispensável, há uma morte que antecede o acto de morrermos. É quando interiorizamos a nossa ideia de morte. Morremos duas vezes. Uma, quando estamos vivos e outra, quando, e deixem-me pôr alguma literatura nisto, exalamos o último suspiro. E há lugares, como os lares ou asilos, onde já se entra nessa morte antecedente ao último respirar. Ainda não acabei de ler, digo, vão lá.

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