quinta-feira, junho 02, 2005

Não seria mais fácil apenas vivermos?

Amanhã a vila torna a disfarçar-se de terra do nunca. Eu não posso dizer-lhe, é um peso demasiadamente grande para conseguir carregar nos seus quatro anos de poeta, mas eu só sei viver quando estou ao pé dele. No resto do tempo meto os pés para dentro, os olhos para dentro, e como se ainda não tivesse ainda suficientemente mesmificado, sou eu todo que me ensiesmo em mim próprio. Talvez eu só seja verdadeiramente livre aqui dentro deste cárcere de palavras embutidas. Há uns dias que quando escrevo posts mais longos não consigo que eles sejam publicados. É uma pilheria do Blogger, decerto. Agora deixo-me aqui ficar no tempo de escrever um post longo, não quero que este post seja publicado. Há posts que merecem ser escritos. Como as vidas. Este não. O único post que justificaria a sua existência de post seria um em que eu descobrisse qual a razão de ser desta tristeza que nem é senão prenúncio. Eis o que é: deixo-me abater por uma tristeza que não existe senão no prenúncio de que virá. E com isso me entristeço antes de ela vir, e tanto assim será que quando ela vier a acolherei com imensa alegria. Não seria mais fácil apenas vivermos?

3 comentários:

PARTILHAS disse...

Signo- gémeos
sexo - masculino

aí tens a tua resposta...

Anónimo disse...

não seria mais fácil vivê-lo?

Anónimo disse...

Seria, sem dúvida. Mas ficava a perder a estética literária...