segunda-feira, junho 06, 2005

Pedras com vinho, para saber a encanto

- Falámos do nosso amor até à exaustão. - Apetece-me dizer-te que ainda a procissão vai no adro. Foi aqui, neste diálogo, que lhe disse pela primeira vez que o nosso amor não era nosso. Fiz-lhe um convite, que ele não percebeu. Estava só a pensar no nosso amor, a descartar-nos dele, para que nos fizesse sentido. Achou que me estava a despedir. E contou-me a história do nosso amor, ao contrário, como se não tivesse existido. Cansado, o amor doía-lhe. Eu sabia já que tinha falhado nas palavras e que ninguém falha só nas palavras, o que me fazia perceber que tinha falhado em tudo.

1 comentário:

JPN disse...

:)