domingo, agosto 14, 2005

Escrever na Areia

Já não me lembro do que construímos na areia na praia da Ericeira. O meu irmão fazia jacarés. Fazia-os como ninguém. Compridos, com cauda curva, as escamas duras, os dentes. A boca aberta. Ele trazia sempre algum prémio. Chocolates, sabonetes de lavanda em miniatura. Ainda hoje gosto de ver os concursos do DN. Mas aquilo que me prende ao areal são as palavras que escrevemos. Quase que me sinto lá no sempre que a escrita precária, na areia, consegue ser. A areia é a terra dos amantes.

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