domingo, setembro 18, 2005

Debates televisivos

No final dos debates televisivos ficamos sem saber as ideias dos candidatos mas em contrapartida ficamos esclarecidos sobre o que é a televisão, escreve Miguel Esteves Cardoso na sua crónica de fim de semana. Tenho uma amiga que acredita a sério nestas coisas da informação, e que vaticinou que Carrilho tinha perdido as eleições por não ter cumprimentado Carmona à saída do debate truculento em que participaram. Outra arriscou que seria Carmona o perdedor, por causa daquele didático, cortês e bem educado "grande ordinário". Mais uma vez é o MEC que tem razão. Nenhum perde, só a televisão.

3 comentários:

cvm disse...

Discordo, JPN. Quer-me parecer - pelo número de vezes que o debate já teve repetição parcial ou integral na SICn e pelo anúncio de um novo frente-a-frente na TVI (que a TVI não sabia se queria e parece ter agora julgado que afinal valia a pena) - que só a televisão saiu vencedora daquele duelo.

JPN disse...

Percebo o teu raciocínio. Eu não implicaria necessariamente a euforia dos canais de televisão como uma possivel demonstração de uma vitória da televisão enquanto dispositivo narrativo, informativo. Confesso até, nesse domínio espero aliás mais do contributo do Contra Informação e do Inimigo Público. Abraço, CVM.

Miguel Ribeiro disse...

Ali estavam as feras na arena. Dentes aguçados, olhares felinos, ruidos guturais, gestos demoniacos.
Nós gostamos de sangue. Tivemos sangue.
Descobrimos que independentemente das praças não haverá flores.