sexta-feira, dezembro 09, 2005

Os sons bons

O fim de semana passado foi meu. No sábado com o DN, comprei também um Cd de histórias. Uma história com um rapaz que não queria ouvir os sons maus e que coleccionava sons bons, gravando-os. Ele gostou muito da história. No final pediu-me que lhe explicasse algumas coisas. Que máquina mágica era essa que guardava os sons bons? Fui buscar um gravador e comecei a contar-lhe novamente a história, gravando-a. A certa altura ele começa a cooperar comigo. Estávamos a fazer o rol dos sons bons. Um piano, um violino, o vento, uma flor. Eu inventariava e ele sonorizava. Uma dupla perfeita. Na sequência proponho o som de um amigo. Ele responde: - Olá, 'tás bom? E um pai? - Queres ir passear comigo? E uma mãe? - És tão querido! E eu fiquei a pensar, ou a sonhar, vou gravar-lhe histórias. É a minha maneira de querer durar mais tempo, todo o tempo, na sua memória.

1 comentário:

Amélie Poulain disse...

Me recuerda a aquel cartero que le grababa el sonido de las estrellas brillando en la noche a su amigo Pablo Neruda. Sin saber que así hacía, o se hacía poesía mientras lo echaba de menos.