quarta-feira, agosto 30, 2006

Pacifista Suicida

Um rapaz de 19 anos, um soldado da Coroa Britânica, suicidou-se. O seu drama: preparar-se para matar crianças no Iraque, possíveis terroristas suicidas.
Não estava próximo das crianças do Iraque, CBS. Não era um relativista, Luís. Era um sábio, FNV. O seu drama é a nossa tragédia.

24 comentários:

zazie disse...
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zazie disse...
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zazie disse...

ok,

apaguei por uma única razão- esta história da blogosfera pode levar-nos a cair no defeito napoleónico de tomarmos meia dúzia de gatos pingados por chefes de Estado.

Vai passar a norma do Cocanha- não perder tempo com debates polícos pessoalizados, que não envolvam políticos que nos possam ter na mão.

zazie disse...

Significa que o que tinha escrito e apaguei, faria sentido se os exemplos linkados fossem substituídos por outros que existem e fazem parte do Poder e dizem o mesmo.

JPN disse...

Zazie, faz como se estivesses em tua casa! Embora não subscreva a tese dos gatos pingados. É claro que por vezes me irritam algumas ideias que aqui vejo expressas. Combato-a, a irritação, de duas formas: 1. Pensando o quanto irritantes também lhes devem aparecer as minhas ideias, não sendo isso que os fez perderem a amabilidade que têm comigo; e não estou a falar do Luís e do CBS, com quem estou reforçado por sentimentos de amizade, e dos quais será sempre natural esperar a amabilidade, refiro-me por exemplo ao TBR, ao FNV, que não conheço e cujas ideias, como sabes, não partilho. 2. No caso concreto da guerra das caricaturas, da destruição do Líbano, pensando o quão bom é ver muitas ideias que correspondem a mitologias simplistas, expostas aqui na net e ainda por cima disponíveis para o diálogo e debate.

zazie disse...

Obrigada JPN,

Exliquei-me mal. Apaguei porque pensei melhor sobre o assunto e achei que não fazia grande sentido dizer umas boas verdades a n pessoas (o cbs estava e está totalmente fora disso) quando aquilo que elas dizem é idêntico ao que dizem outras que têm poder, ou que são figuras públicas e jornalistas.

Era apenas isto. Claro que não era nenhuma indirecta para ti. Era mais uma "indirecta" para mim.

Não tenho a tua pachorra nem sou de falinhas mansas e é verdade que também não me interessa pessoalizar nada, para além do que até já foi pessoalizado em excesso.

Mas não se pense que com isto estou a dizer que vou passar a andar aos pulinhos e salamaleques.

É mais simples- quando houver exemplo de figura de poder ataco e à tabela vão mesmo os outros todos.

AHAHAHAHAH

Quanto a "gatos-pingados" foi um eufemismo em que me incluí, é claro. Quando começamos a confundir a zazie ou o cbs com uma dama-de-ferro ou presidente americano, estamos a entrar numa napoleónica

":O)))

Beijocas e obrigada pela simpatia do link.
Como sabes não retribuo em virtude daquele rodapé inútil

eheheh

Quanto a amizades é que sou mais cuidadosa. Para te falar com toda a franqueza só acredito numa amizade ao vivo e com diálogo olhos nos olhos.

Fora isso existem afinidades ou falta delas e variadíssimos tipos de relações, mesmo no mundo virtual.

Existe sim outra coisa, que são cumplicidades e empatias de feitio, de carácter e de ideias
que podem ficar perto de uma amizade real, se é que não acabam por ficar.
Mas essas sei quais são e são intocáveis.

Só me esqueço de ter esse teu cuidado em "pensar que também posso ter ideias que incomodam outros" porque, muito sinceramente, estou sempre a contar que me refutem, que me ataquem, que me digam tudo sem qualquer problema.

Creio que não me podem acusar de não ter capacidade de encaixe ou de fugir a um debate para não "estragar a imagem".

Como parto sempre desta verdade não sinto o que possa pisar.

As boas amizades que tenham passaram sempre por uma iniciação de forte dose de porrada. Aqui na blogosfera andei uns 3 dias em luta com o Dragão e agora somos bons amigos.

Desconheço o significado da palavra melindre.

":O)))

zazie disse...

mas reparei que também tens fwd de comments para mail

ahahahhaahaha

zazie disse...

Só outra nota:

Creio que já tinha dito mas volto a repetir. Não penso que tenha problemas por existirem pessoas com ideias diferentes das minhas ainda que seja natural que sinta mais afinidade com as que estão mais próximo.

Mas sei que tenho problemas inultrapassáveis com manhas em que se embrulham as contradições das próprias ideias.

É isto. E aí não há nada a fazer porque fica fora do âmbito das ideias diferentes.

Mesmo na blogosfera devo ser das pessoas que tem o expectro mais largo de relações. "Falo" com gente da extrema-esquerda à extrema direita e sou capaz de ter amizades nesse polo oposto.

Como uma vez disse o Pedro Mexia, o problema das más relações na blogosfera acontece quando entra política ainda que não seja por motivos políticos.

zazie disse...
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zazie disse...

Pronto. Mais outro que apaguei para não abusar da hospitalidade

ehehe

JPN disse...

tu fazes uma casa Zazie. Fizeste bem em apagar, eu já li, recebo-os a todos na caixa do correio, rsrs. olha, há deixa-me o link do blogue sobre a guerra que indicaste no outro dia.

zazie disse...

ehehehe eu reparei nisso, que os recebias no mail ":O)))

Creio que estás a falar do CN do Wars 4 Status Quo.

O rapaz é liberal anarquista e, nesse ponto não tenho afinidade, mas à custa disso e por portas travessas, tem uma posição anti-intervencionista bastante curiosa.

E depois está sempre bem informado e com uma série de links para textos diversos.

É um teórico, não é um político.

Noutro género, sem ser teórico nem político também gosto das posições acerca de polítitica internacional do Eduardo Nogueira Pinto (A Sexta Coluna)é um bom exemplo de Direita conservadora não intervencionista.

Como gosto muito de ler o senior. Estas coisas não funcionam por ideologias. A mim interessa-me sempre mais a inteligência e perspicácia de uma boa cabeça.

beijocas

A propósito: já ando para te perguntar há muito- o que quer dizer "rsrs" ? parece som de cão cínico a rir-se entre dentes

":O))))

JPN disse...

obrigado pelas dicas. rsrs.

zazie disse...

mau! diz lá o que é o rsrs, meu malandro

":O)))

FNV disse...

Caro JPN,

Faltou incluir o VPV porque o trio não tem peso ( suave amabilidade). Agora no osso: você sabe certamente que já muitos homens se mataram para não irem matar nas guerras mais diversas. Seja como for, acredito que você acredita que este em particular, que não conheço ( e como já tive doentes que se suicidaram trato estas coisas com pinças e muito respeito), fosse uma pessoa equilibrada que só se matou para não ir matar para o Iraque. Cada um trata estas coisas como entende.
um blogo-abraço,
FNV

cbs disse...

plo contrário,
acho que estava até muito próximo (das crianças)

é a nossa tragédia, sim
abraço Joaquim

JPN disse...

Caro FNV: Nunca li o VPV aqui na blogosfera, rsrs, falo de uma blogosfera de proximidade. Quanto ao osso: não preciso de saber sobre o equilibrio ou o desiquilibrio deste jovem de 19 anos. E isso é de tal modo irrelevante que levantar a questão é tb levantar a suspeição. Retribuo por isso a sua gentileza com estes dezanove anos abertos: "Seja como for, acredito que você acredita que este em particular, que não conheço fosse uma pessoa desequilibrada que não se terá matado apenas para não ir matar para o Iraque.". Eu só disse que ele era sábio, FNV. E rendo mais uma vez homenagem à sabedoria de alguém que mesmo dando a própria vida, recusa fazer parte do açougue, da barbárie, seja lá o que for que queiramos chamar áquele atoleiro. eu, daqui desle lugar majestoso de onde me vê, sou também matéria muito vulnerável aos desiquilibrios.

FNV disse...

Caro JPN,
Até agora, sempre comentámos apenas o que cada um escreve. Não levantei suspeição nenhuma: parece-me evidente, do ponto vista de uma generalização razoável, que quem se suicida não está equilibrado. Você sabe exactamente por que razão alguém que você não conhece de parte alguma se mata? Eu não consegui isso nem com quem conheci bem. E repito, para que não restem dúvidas: estes assuntos pessoais devem ser tratados como tal.

zazie disse...

estive para deixar passar essa alusão ao VPV. Já a tinha lido e já me tinham atirado com ela como se fosse a voz do dono. Se há coisa que nunca cultivei na vida foi o princípio da autoridade. No caso do VPV e do que escreveu acerca da invasão de Israel debati-o com o Manuel da Grande Loja.

Posso passar para aqui o que escrevi, até porque vem no seguimento de algumas questões que ja´lhe tinha deixado no Espectro.

No entanto, é bom que se note uma enorme diferença. O VPV NUNCA defendeu o intervencionismo. O VPV também nunca caiu em contradições como a de defender negociações com terroristas que nada pedem em troca num atentado "castigador" e também nunca passou a achar que existem os bons valores ocidentais e a boa democracia a exportar ou a colocar acima da soberania dos povos.

Ainda assim, achei que entrou em suficientes contradições e por isso posso explicar-me melhor.
Vou fazer copy paste porque estou sem tempo.

É sempre muito importante saber-se ler e interrogar-se (ainda que apenas de forma mental) os autores. Para não cairmos em "coberturas" das nossas insuficências à custa do nome deles.

zazie disse...

enquanto procuro só outra nota: no contexto do post e das questões enuncaidas, ao contrário do que o FNV disse, penso que o VPV não fazia qualquer sentido.

Das interrogações ou contradições que lhe encontrei penso que sou capaz de encontrar resposta para uma delas. Na altura não o disse.

Quando ele fala no tal "avanço islão" sobre a Europa. E na necessidade de nos darmos conta disso para o travar, creio que ele se está a referir ao problema da emigração e das comunidades islâmicas que ja´cá estão dentro.

Mesmo assim deixou disparates suficientes para se perceberem. O mais notório foi aquela ideia do Hezbolah não tarda nada até ter mísseis apontados a Londres.
Uma asneira monumental vinda de quem vem. Se não fosse asneira estratégica por parte do Hezbollah era, pelo menos, gigantesca calinada em termos de capacidade de armas. Mal chegam a Israel, quanto mais a Londres
ehehehe

zazie disse...

aqui fica:

O texto do VPV é todo ele muito certo até esta frase. Onde acaba e de onde não sai:

“E o ataque, planeado em Londres, mostra até onde o islão se dispõe a ir.”


E depois acrescenta a tal anormalidade dos foguetes do Hezbollha a chegarem a Londres e fica-se com a pergunta retórica.

Ainda não percebemos que o Islão quer ir. Se dispõe a ir.

A ir aonde? Que diabo? A questão é toda esta e cheguei a fazer-lha no Espectro. Já sabia que ele chega sempre aqui e até à custa de boas razões que lá vai desmontando- tipo políticas intervencionistas etc. etc que só geram maus resultados e mais trabalhos mas depois insiste com esta afirmação do “avanço do Islão para cima de nós.

E que “o Ocidente é que perdeu a iniciativa”.

Mas que iniciativa é que o Ocidente perdeu e que avanço é que o Islão fez nos últimos 50 anos a não ser uma coisa que se pode ver no mapa e contabilizar no tempo:

Retirada do ocidentais de territórios islâmicos anteriormente ocupados pelo colonialismo.

É isto que se chama avanço do Islão? Ou o avanço é psicológico?

À parte este retirar nosso que se considera avanço deles que mais avanços territoriais é que existiram e da parte de quem?

“Avanço de Israel desde que por lá o instalaram e deram apoio a todo o avanço e anexação sobre territórios deles?

Avanço dos EUA à custa do petróleo e avanço dos EUA e das forças europeias no apoio a Israel e na retaliação do 11 de Setembro (feito precisamente por castigo do mesmo apoio e de algum intervencionismo menor)?

Avanço dos EUA e das forças europeias em Abu Grahibs e Guantanamos que eles consideram humilhantes e perante os quais todos se revêem como humilhados?


Ou será que se é capaz de encontrar um único que seja, avanço concreto do Islão sobre os nossos territórios ou uma única prisão que seja idêntica.

É que, se não é isto, eu cá continuo a ser uma básica como o tal “homem ocidental” o mais que vejo é aumento da gasolina, crise, guerras, ameaços de retaliações terroristas por causa de apoios a essas guerras, mas ainda não cheguei aos tais factos concretos que me levem a ver onde está o famoso plano de anexação da Europa por parte do Islão que não existia antes do 11 de Setembro.

...............

Conclusão. Se tu* até defendes a estratégia intervencionista consubstanciada na Invasão do Iraque estás a ser mais consequente que o VPV

Porque ele é que sempre disse que o móbil, para além do petróleo eram os cordelinhos de Israel e ele é que sempre disse e repete que a estratégia intervencionista só ia dar asneira e incendiar mais ódios, mais uniões entre eles e mais ameaças por todo o lado.

“Desta vez o VPV é que ficou entalado num raciocínio circular: temos ameaças por via dos intervencionismos e vamos ter mais ameaças por não intervirmos”
............
* era dirigido ao Manel da GL.

JPN disse...

Caro FNV,
comentei apenas o que entendi do que escreveu. como sempre. mas releio o que escreveu e tenho uma grande dificuldade em não pensar que há ali o levantar de uma ideia da possibilidade de um desiquilibrio anterior ao desiquilibrio que a própria história narra. E o que eu digo é que isso é irrelevante. E é irrelevante porquê: porque esse eventual desiquilibrio não impediu o exército da coroa de lhe atribuir uma determinada competência: a de disparar o gatilho e mais do que isso, a de o preparar para matar crianças. Ora se é irrelevante, tem a natureza de uma suspeição.É claro que a gentileza que eu retribui é absurda. E fez bem em notá-lo. Como também o era a sua. Ao reproduzi-la, em sentido inverso, tentei que percebesse isso. Se assim não o quiz entender, não insisto.

JPN disse...

Zazie, ficas a "especialista" em VPV. eu passo.

zazie disse...

ehehe

Foi só para responder. O VPV deve ser das pessoas pior citadas. Esquecem-no quando é iconoclasta e escaqueira o status quo (principalmente o interno) e lembram-no quando é inconsequente.

Resumindo- para o caso desta guerra de Israel o VPV fez fraca figura. O meu "compadre" do Bidão Vil - que não gosta nada dele- até aproveitou logo a ocasião para o fazer notar. E acertou, claro. O VPV destes últimos artigos é mais uma CCS às avessas que outra coisa...

Mais vale ler bons jornalistas e analistas estrangeiros.