terça-feira, outubro 10, 2006

a tua voz não se distingue

corpo. a matéria do corpo. a vontade de rasgar, de enfiar as unhas na carne. é tudo tão mole, movediço e tu dizes: a vontade de rasgar. não é treta, é assim, tu queres mesmo. ou não queres, dizes, não quero morrer. tens a tua foto na parede e é nela, e não em ti, que está a tua morte. morreste apenas quando o fotógrafo entrou na sala, te colocou um babete e te disse: agora vai fazer de morta, está bem?
Mãe de Água, Outubro de 2006

1 comentário:

PensarCusta disse...

xi...muito bem escrito este texto.. de quem a autoria..? acabei sem perceber muito bem..

parabens pelo blog. muito interessante.