Uma menina cresceu - na mesma - a subir às árvores - mas estas eram todas cor de fogo - e não deixou de jogar à bola - e de se interrogar sobre a mecânica do primeiro beijo - mas não fez disso tratado - e não fez disso fuga de casa - e amou tudo o que lhe apareceu - independentemente de credo, religião, sexo ou raça - e não se deteve com nada - e não se deteve em ninguém - escrevia cartas longas com esboços de montanhas distantes - e recebia projectos de arquitectura do irmão - que nunca andou de comboio - o pai a mãe celebravam um reencontro tardio - a menina fingia que não tinha crescido - o mundo fingia-se infinito - stop. Uma música. Uma dança. O início. Este exercício de loucura estava a ir tão bem. Nota 20 a devaneio semiótico. A minha cadeira preferida.
3 comentários:
Nesse momento, noutra vida
Uma menina cresceu - na mesma - a subir às árvores - mas estas eram todas cor de fogo - e não deixou de jogar à bola - e de se interrogar sobre a mecânica do primeiro beijo - mas não fez disso tratado - e não fez disso fuga de casa - e amou tudo o que lhe apareceu - independentemente de credo, religião, sexo ou raça - e não se deteve com nada - e não se deteve em ninguém - escrevia cartas longas com esboços de montanhas distantes - e recebia projectos de arquitectura do irmão - que nunca andou de comboio - o pai a mãe celebravam um reencontro tardio - a menina fingia que não tinha crescido - o mundo fingia-se infinito - stop. Uma música. Uma dança. O início. Este exercício de loucura estava a ir tão bem. Nota 20 a devaneio semiótico. A minha cadeira preferida.
posted by Celta @ 02:10 0 comments
31.10.05
Bravo. Belo texto!Parabéns pelo seu aniversário (o da menina, é um aninho, não é?)
A anónima é a Catarina (ex-esboço)
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