terça-feira, setembro 11, 2007

Correntes de Leitura - 10 Livros que não mudaram a minha vida

Ao responder ao desafio do Eduardo Graça, e por falta de experiência a responder a estas correntes, não encomendei o desafio a mais cinco almas blogosféricas. O que faço agora: Ao Apicultor de A Ilustração do Vazio, à múltipla de serviço no Oito e Coisa, à Amelie, de Ninguna Parte, ao Carlos Enes de Fragmentos de Apocalipse,e à Mariposa Roja, de Quando o Rei era Sabão.

4 comentários:

na prise és bestial disse...

ó amigo JPN, o que é isso da múltipla de serviço? Não sabe que somos mais que muitas?

JPN disse...

e não fazem escala? para limpar o pó, fazer a janta, a vaissele? é cada uma por si? então ganha a corrente...oito vezes posts vezes cinco links, se isto fosse uma rede estava a ganhar uma dinheirama. vá, que responda a que não fez serão a ver a novela, eheheh.

no baile da d. ester disse...

fizemos todas serão a ver a novela, evidentemente :)

Reunimos dentro de pouco e logo vemos o que dali sai. Não garantimos coisa muito séria, mas faremos o nosso melhor.

Mariposa Roja disse...

JPN:

Livros que não mudaram a minha vida? É difícil porque os que não gostei ensinaram-me quase tanto como os que recordo como referências. Por esses, os detestáveis, também vivi momentos únicos. E foram os que mais trabalho me deram sempre que escrevi sobre eles. Porque um livro mau não justifica um artigo aborrecido. Como me custa deitar livros para o lixo, tentei várias vezes deixar os que não gostava esquecidos numa redacção, onde já se sabe, tudo vive dentro da voragem do tempo, mas nunca tive sorte. Com muita decepção minha, houve sempre uma alma caridosa e atenta que os devolveu, entre sorrisos. Só deitei para o lixo um livro que nunca desejei, mas o editor por teimosia enviara-o por correio. Nesse tempo, vivia comigo o gato Miró que tinha descoberto nas férias de Verão que ser macho era marcar território. Talvez pela íntima convivência com tantos livros, e certamente por telepatia solidária, o gato Miró de um jacto resolveu o destino desse livro malfadado. Seguro com a pontas dos dedos a partir de uma página que escapara ilesa, foi atirado para o fundo do caixote de lixo, onde regressou às origens. Quanto ao Miró, em vez, de uma palmada comeu nesse dia uma das melhores refeições da sua vida.