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terça-feira, maio 11, 2010

Monumento a Bento XVI

Há mais ou menos vinte e seis anos veio a Portugal Ronald Reagan. Fiz parte de um conjunto não muito alargado de pessoas, mas que envolveu - a Barraca, a Mimo Rua Trupe, a Máscara, a Oficina do Grotesco, os Grupos de Teatro de Belas Artes, os Patolas, o CIDAC, Era Nova, Gsal, GAP, A Gaivota, CDPM, Grupo Cultural da Juventude Timor Leste - que organizou um evento cultural de protesto chamado "Um americano em Lisboa". Vinte e seis anos depois sei que uns amigos vão distribuir preservativos como protesto contra as posições da Igreja sobre o uso de contraceptivos. Já não vou, claro. Ganhei massa adiposa, gordura mental. Não posso no entanto deixar de me associar a esta iniciativa e colocar aqui o meu contributo. Este não podem dizer que não vêem.

Pró Bento XVI

Não suporto mais ouvir falar de Bento XVI com desprezo fazendo alusões mais ou menos inconsequentes a um seu passado nazi. É um comportamento que não tem assim tanto respeito pela dignidade da vida humana. Bento XVI foi um cardeal com importante trabalho teológico, tem desenvolvido produção de pensamento próprio e passos importantes no sentido do ecunemismo, e nesse sentido, mesmo para um agnóstico como eu, a sua presença em Portugal deveria poder ser - para além da oportunidade de um diálogo vivo e crítico como o que referir no post anterior - um momento crucial de debate e até, de celebração festiva sobre a imanência, sobre a percepção do que nos transcende e de como essa vivência dessa incompletude nos pode ligar a todos, crentes e não crentes.