segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Dança da Vida

Já a noite ía adentro, o respirar terá talvez passado pelo seu primeiro momento de unanimidade. Não há lugar quando se dança. Há uma vertigem e um passo em frente no permanente desiquilibrio. Deixamos de existir. Ou só existimos aonde o mundo interessa ter e haver. Por meu lado dispensaria todo o obituário romântico em troca de uma simples inscrição na laje fria: "-Não existes!".

2 comentários:

Anónimo disse...

Há uma verdade no movimento, na dança de dentro para fora que torna obsoleto outro qualquer discurso. Sim, já não acredito nas palavras, poses frias de lugares-comuns,vacuidade autêntica do não existir.
Quem não tem medo de Virginia Woolf?

maresia disse...

mas existes, enquanto aqui te entregares a quem por aí passa. a música não acaba porque não queremos dançar mais. não não existes só porque deixas de querer existir.