sábado, maio 28, 2005
Vizinhança
Nunca louvaremos demasiado este deus tecnológico. Aqui neste ciber-café interrompido, a espaços, pelo rolar do 28 nos carris, abro o msn e comunico com uma estranha, na Malásia, como se ela tivesse a meu lado. Ao mesmo tempo, catrapisco o endereço da minha parceira de ciber-café, sinto-lhe o cheiro, adiciono-o e começo a falar com ela como se estivéssemos em locais distos e longinquos, apreciando a metáfora da nossa liberdade actual: em cada estranho um vizinho, em cada vizinho um estranho!
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