quinta-feira, junho 02, 2005

Dar as vezes em que não somos nós

Onde um pôs silêncio, o outro colocou sofrimento. O primeiro, porque apenas se silenciara e nunca se calaria se a fizesse sofrer, sofreu também. Em silêncio. E foram assim, amiúde, pelos tempos dos tempos que tinham, silêncio e sofrimento. Mas não se pense que íam juntos. Onde um sofria, o outro calava. E onde o outro se silenciava, o primeiro sofria. Não eram dois, nem um par. Eram um e um. Talvez devesse ser assim sempre. Um e um. Talvez devesse ser assim sempre e por isso, sem algum sofrimento. Mas não era. Na cabeça de um e do outro existia sempre um par. E por isso, onde um silenciava, o outro sofria.

1 comentário:

Anónimo disse...

que triste