segunda-feira, junho 06, 2005
Irmão do meio
Há uns anos atrás encontrei aquilo que poderia chamar o meu tema. O meu tema é a história que reitero em todos os meus actos. É a razão porque nunca serei feliz. Ou serei sempre um quase. É claro que depois as coisas se bifurcam. As histórias, as próprias histórias não são narrativas simples. Mas em tudo o que faço quando é do lado da tristeza que me habito, e quando estou só é lá que assento arraiais, vem da mesma fonte: o meu irmão mais velho. Tenho por ele um amor/ódio que é como que um atilho que me impede de desaguar. Amo-o como um irmão quando me lembro dele, quando a sua imagem me ocorre, quando lhe telefono, odeio-o, quando o reivento em todos os lugares onde me faço segundo, o outro, preterido.
Descobrir isto, há uns anos, deu-me alguma esperança de que possa viver melhor a minha vida.
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1 comentário:
nunca serás suficientemente infeliz, não é? por isso talvez não possas nunca ser suficientemente feliz. quanto ao lugar do outro, se não for para o mais velho é quando tomas tu esse lugar. os outros irmãos tendem sempre a ser melhor do que nos achamos. admiramos e invejamos, dois sentimentos tão próximos. tão próximos, mesmo!
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