segunda-feira, junho 06, 2005

Superlativo da Dor

Houve um tempo em que me doíam os amores que não me amavam. Amei princesas, bailarinas, anjos debutantes no meu céu azul celeste rasgado a tons de luz de um sol vivo, forte. Na altura pensava que isso era o superlativo da dor. Não era. O inferno é logo ali à esquina. Quando nos constituimos incapazes de acolher o amor dos que nos amam. Irei ler, como se a minha própria conversa sobre o assunto, a entrevista de Pedro Paixão à Capital. E só depois chorarei por mim.

1 comentário:

Anónimo disse...

a incapacidade de aceitar o amor dos que nos amam é dor maior do que não ter o amor dos que amamos. a segunda podemos sempre eufemisnizar, a primeira não é mais do que a prova de que somos incapazes de estar no outro.