quinta-feira, junho 02, 2005

Vadiagem

Em dias como os de ontem, sinto-me bafejado pela sorte. Aquele fim de tarde em Almada, no Jardim do Castelo reconciliou-me com milhares de anos em que existi desavindo comigo mesmo. Deu-me coragem, aclarou-me a voz, colocou-me do lado do sentimento. É importante sentirmos. E quem o diz é o mais anacrónico dos homens, preso e atolado no seu racionalismo atávico. Que quando o amor se avizinha corre ao cardiologista por via da suspeita de taquicardia. Há felizmente um vadio em mim. Ou melhor, há circunstancialmente em mim um vadio que me faz feliz.

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