segunda-feira, outubro 03, 2005

Dia de festa

Ontem o espectáculo do Geraldo de Carne e Osso teve um espectador muito especial. Na fila da frente, com a mão na minha mão, olhos muito abertos, por vezes um sorriso de reconhecimento. Eu sei que é um cliché, mas este era para mim um dos momentos mais sonhados desde que se começou a antever a possibilidade do texto ser montado pelo Teatro Mínimo. Eu recordo-me bem do orgulho que senti quando o meu pai lançou o seu primeiro livro em Caldelas. Era um livro sobre a sua terra, algo que morre com naturalidade na literatura dos lugares. Mas era o seu primeiro livro. Na altura ainda trabalhava como actor e fui eu que fiz o spot para a rádio. Estamos a falar de árvores, de sermos da mesma árvore, de pertencermos à nossa árvore. Ontem fiz também isso ser dia de festa. Desde o primeiro momento do dia até àquele adeus terno e rasgado com que dele me despedi. Aprecio os dias e a vida assim, em festa.

3 comentários:

Anónimo disse...

parabens. mereces a felicidade.

fep

LA disse...

Estive em Caldelas em Junho e comprei exactamente uma monografia sobre a terra, talvez dos anos 70 ou 80. Seria essa? (Não a tenho pois ofereci a um amigo.)

JPN disse...

O livro do meu pai chama-se "Caldelas a 3 Dimensões".