sexta-feira, março 10, 2006

Punta Umbria

Um dia precisei que Esmeralda, a protagonista da minha peça Farol (editada nos Livros Cotovia/TNSJ, 2000) tivesse passado por Espanha. O António Mercado, o orientador do simpósio de dramaturgia onde a peça estava a ser reescrita sugeriu Granada. Escolhi Santa Fé, a poucos quilómetros de Granada. Mas precisava de mais uns sitios até preencher aqueles lugares de alterne que povoam de pó as estradas dos nossos caminhos. Queria mar. Era um tributo que eu prestava à verdadeira Esmeralda, uma mulher com uns olhos cheios de água brava. Sem nunca lá ter ido escolhi: Punta Umbria. Por isso quando há uns meses Fernando Esteves Pinto me desafiou eu respondi sem hesitar. Eu tinha que conhecer Punta Umbria.

3 comentários:

monica disse...

escolher um destino pelo som que o designa, isso é que me lembra um personagem de ficção.

fdinis disse...

joaquim;
esqueceste-te do saco de punta umbria no meu 'coche'!!

tem lá a antologia

sara monteiro disse...

Joaquim,

E eu tenho (não sei porquê)a página do DN que o Fernando Esteves Pinto levou para ti.

Abraços

Sara