segunda-feira, maio 01, 2006

Levantar o dia

O sol bate com muita força nas paredes, na mesa. É luz. Penso no instante de erguer o dia, o dia novo. O dia, o que nele fazemos. A vida. Erguer uma vida nova cada dia. Começo por uma leitura de Gorgona, um texto, escrito em castelhano, que Ana Paula Silvestre, a Paleta, escreveu quando, à procura das baleias, visitou aquela ilha, uma antiga prisão de alta segurança. Na altura a Paleta trabalhava na ACNUR, fazendo ligação com as ONGS que apoiavam os desplazados e sem nunca falar disso implicitamente, naqueles relatos de uma Patagónia mágica, irreal, consegue fazer-nos pressentir o contraste entre a beleza exponenciada ao infinito e os elevados níveis de estupidez e violência a que o homem consegue dedicar-se. Vou levantar o meu dia. Dedicar-me numa quarentena de minutos a imaginar que a beleza redime.

2 comentários:

pigassola disse...

os níveis de estupidez e violência sõ infelizmente não só perpetados pelos homem, mas também pela mulher, digamos o ser humano e assim ninguém se chateia e somos mais exatos.. beijos

JPN disse...

nem mais. beijos