quinta-feira, agosto 31, 2006

Leituras

Fui procurar "A Doença como Metáfora" de Susan Sontag à FNAC. Não o encontrei, trouxe "As prisões da miséria", de Loic Wacquantque já comecei a ler. Alguns subtitulos do livro não permitem ir ao engano: A tentação penal na Europa; a mundialização da "tolerância zero" e Do Estado Providência ao Estado-Penitência.
Há um dado curioso dos últimos livros que estou a ler: todos eles começam por dar-se conta de que antes da linguagem poder exercer aquela que parece ser a sua vocação natural, falar, escrever, contar, têm de proceder a um trabalho de reciclagem das palavras e dos conceitos.

2 comentários:

devagar disse...

Meu amigo, tens que ir respirar nos alfarrabistas para cheirar esse livro. Espero as ideias, espero ansiosamente por mais teatro. Aquele abraço. Forte e arrastado. Ricardo

pigassola disse...

de acordo, é por isso que eu insisto tanto na necessidade de revermos a nossa linguagem desde os óculos de género; reciclar as palvras e os conceitos que continuam a invisibilizar um dos sexos e a perpetuar desigualdades não desejadas