quinta-feira, setembro 21, 2006

Areia nova, um deserto por preencher

Já começo a sentir uma pequena bossa a nascer-me nas costas. Sou um dromedário. Disseram-me no outro dia, esvazia-te cada dia um bocadinho. Um dia voltarás a acordar cheio, pleno. Sou um dromedário cheio de medo de queimar os pés na areia escaldante que é viver entre os meus próprios arquétipos, mitos.
Até onde devemos ir? No longe, até onde deveremos ir?

3 comentários:

vanrose disse...

"Todas as noites esvaziava o coração e todas as manhãs ele estava cheio" Ai o coração, ai, ai (onde é que eu ouvi isto????!!!!)

Elisa disse...

Joaquim... por que te interrogas tanto? Que interessa até onde podemos ir, quando ao fim de todas as estradas não há saída?
Beijo

Eurídice disse...

Mas como dizia o Cervantes "A estrada é sempre melhor do que a estalagem".É sempre melhor viver, viver, viver, do que antecipar qualquer coisa que ainda nem se sabe o que vai ser.