quarta-feira, setembro 13, 2006

Loja do Sabão

Não, não é esfusiante, repetiu pela terceira vez.
Não falava do seu amor, que bem podia ser ou não ser assim. Nem falava da sua vida, em dia não. Não falava de nada. E enquanto olhava a rapariga muito nova daquela loja onde apenas entrara por causa de um forte e calmante odor a mar, pensou que tudo aquilo era a metáfora da sua vida. Eu queria esfoliante. Sabão esfoliante, disse enquanto virava costas e saía da loja. Quando o mundo está virado do avesso, ainda assim a atitude salva.