quarta-feira, julho 25, 2007

Agitar os fantasmas do passado 1 : Foi assim

Não li os pormenores todos mas pelo que pude perceber a empresa ACTION4Activism com quem o Ministério da Educação contratou a organização do evento terá contratado a NBP, que também se dedica ao casting. A NBP terá recrutado as crianças pagando-lhes trinta euros.
Não se percebe pelas criticas se :
a) Zita Seabra acha mal que um evento de apresentação de uma iniciativa governamental seja entregue a empresas privadas.
b) Se entende que as empresas privadas em vez de terem contratado figurantes-crianças para simularem a concretização nas escolas do plano deveriam ter contratado o Luis Aleluia para fazer de menino Tonecas ?
c) Se pensa que a agência de casting não deveria ter pago às crianças.
Se sim em relação a a), Zita Seabra desconhece que esta é uma prática comum. E não se compreende no quadro de um partido que defende uma maior intervenção da iniciativa privada. Se sim em relação a b) está a confundir um critério político com um critério de gosto ou até de eficácia e a demonstrar um dirigismo político muito pouco inteligente. Se sim em relação a c) está a ser conforme com o seu argumento de desqualificação desta iniciativa " No antigo regime, as crianças eram arrebanhadas pela Mocidade Portuguesa para fazer cenário político, só que não eram pagas". Ou seja, o não serem pagas para além de ser um elemento diferenciador quase que aparece aqui como uma atenuante.
Há ainda uma outra razão. Mais subtil. Começa a ter alguma rentabilidade mediática agitar fantasmas do passado na imprensa e muito especialmente no Público.

1 comentário:

rui mota disse...

A Zita Seabra é um erro de "casting".