quinta-feira, agosto 14, 2008

Há na luz destes caminhos algo que fica para além do real. Esta imagem é tão antiga para mim. Atravessamos os três estes caminhos, o passeio depois do jantar até ao café, e a primeira sensação que tenho é a da duração desta imagem como estória. Sou as imagens que transporto. E é um lugar comum dizê-lo, pensá-lo, que me transportam. Há mais ou menos quinze dias, antes de começar estas férias, eu era diferente. Nesse sentido, não tive férias. Trabalhos do eu. É verdade que não tive a sensação de trabalho, de esforço. Muitas vezes passou por ser apenas um deixar que o tempo passasse. Não lhe colocar muitas perguntas. Não pensei em escrever este texto. Pensei até em colocar uma imagem, dizer uma frase e ir embora. Tenho muitas fotos que tiro durante os meus dias e quase todas elas são possíveis posts. Não estou ainda em tempo de escrever. Sinto-o. Quer dizer, não me tira muito tempo vir aqui dizer duas ou três toleimas e desandar, mas o tempo de perceber o que esta escrita é, o que pode ser, ainda não aconteceu. Todos os dias olho o meu vazio e confiro-o com a minha notícia interior. Não coincidem.

1 comentário:

a rapariga que vinha da província disse...

"Todos os dias olho o meu vazio e confiro-o com a minha notícia interior. Não coincidem."

um reconhecimento difícil, esse. conheço essa sensação. às vezes, um clique, às vezes um sonho, tombo, um tropeção.