terça-feira, julho 12, 2005

Magari

De Itália trouxe muito sem pagar excesso de bagagem. Velhas amizades renovadas, amizades mais recentes envelhecidas em vaporettos nos canais de Veneza. Força. Dores nas pernas e nas costas. Saudades. Entre a alegria e a tristeza e velhos artifícios para fugir à peste, as máscaras vieram comigo para a Graça. Arte tanta e tão sublime em Florença que se duvida ter sido feita por homens. Muito menos euros. Gôndolas e vespas e um linguarejar tão contínuo que Lisboa me parece uma campa silenciosa. Torres de babel com estranhas forças gravitacionais. Cheiros e sabores da Toscana. Generosidade. E palavras, linguagem, sentidos. O mais precioso de todos será sempre magari. Talvez.

2 comentários:

blimunda disse...

accipichia. é a minha preferida...

miguel disse...

pois... até porque o "magari" tem também aquele sentido delicioso de "oxalá"!