domingo, janeiro 10, 2010

A vida dos simples

É a fotografia mais antiga que tenho do meu pai, uma descoberta do último natal. Não são coincidentes os testemunhos sobre o momento que retratam. Teria sido ou no dia em que o meu avô morreu, tinha o meu pai treze anos, ou no dia em que ele entrou para o seminário. É dificil dizer, não só porque nos dois casos o luto carregado não permite distinguir momentos, era o único fato que o meu pai tinha, também, como a sua história veio a mostrar, a extensão da sua expressão de pesar adequava-se, tal como o fato, tanto a um como a outro momento.

2 comentários:

Leonor Areal disse...

Eu acho que seria quando entrou para o seminário, pois creio que não era costuma tirar fotografias em dias de luto e funeral, mas era, sim, quando se ia para a escola...

Sofia disse...

Cada fotografia tem uma história para contar, não é?