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terça-feira, agosto 19, 2008

Começo a ficar ansioso. Daqui a três dias sigo para o Festival de Teatro Lusófono, em Teresina, no Piauí, para a oficina A Voz do Personagem (que já começou, online). São uma data de horas de viagem e eu começo a achar pouca piada andar lá em cima, a fazer de Ícaro. Sim, podes, escrever: tenho miáufa. Por mim o mundo era Lisboa, uma esplanada, um mapa-mundi e depois, assim, em roda de uma tarde de verão havíamos de inventar as viagens que fossem precisas. Mania das g'andezas, pá!

segunda-feira, agosto 18, 2008

Viagens

No sábado quando fui comprar o jornal olhei o Le Monde no escaparate. Apeteceu-me. E à medida que o lia tomei consciência daquilo que sabemos: que o mundo é uma amálgama de culturas, de pontos de vistas, de ideologias, de modos de viver. Deliciosamente diferentes. Tão deliciosamente diferentes que um indivíduo pode, pelo simples acto de se deliciar com a leitura do Le Monde, imaginar que está num país diferente. Há as grandes e as pequenas nuances. O jornalismo do Le Monde - e deixem passar esta cretinice de o avaliar pela leitura de algumas folhas da sua edição de sábado - é um trabalho onde, mesmo na notícia trivial, há o recurso a figuras de explicação que transformam o objecto notícia. Se eu fosse enólogo diria que o jornalismo do Le Monde é encorpado. Mas não é destes posts-achismos que este texto se alimenta. A ideia é a viagem. O viajar ali sentado naquela esplanada de Telheiras, enquanto o chuvisco, a brisa, as folhas das árvores, me remetem para os fins de Verão no Minho, em Caldelas. Ontem, já sem motivo, comprei o El País. Ficou esquecido na mala do carro, li apenas algumas páginas. Hoje vou descer ao Rossio e, saltando pela maior dificuldade em me relacionar com a língua inglesa, vou comprar um jornal londrino. O veraneio é isto, inventar lugares para o existir.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Adenda cartográfica

Cada um de nós como uma viagem.
Lembro-me muitas vezes de estar com a Zé a ouvi-la falar sobre a Patagónia. Eu ficava completamente preso áqueles relatos fantásticos sobre as milongas, sobre os desconhecidos nos lugares sem fim e, invariavelmente, quando lhe dizia,
para o próximo ano também vou,
ela respondia-me,
eu gosto muito de te ouvir falar das viagens que fazes aí dentro mas deves começar a viajar mais para fora.
Eu concordava claro. E assentava num livrinho de capa preta esse objectivo. Lembro-me disso agora em que penso na forma como cada pessoa entra na minha vida, da forma como a acolho. Necessito de uma adenda. É que por vezes ouvir-te falar sobre o que és tu, a tua vida, é tracejar numa folha imaginária um mapa de uma cartografia tão rica como a dos lugares físicos deste mundo.