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sexta-feira, junho 18, 2010
Lisboa em festa
Nestes últimos quinze dias de Junho a actividade cultural em Lisboa anda num virote. A Agenda da Cidade já não é um guia, é uma tortura de espírito. Como conseguir meter nas 24 horas o Festival do Silêncio, o Próximo Futuro, a animação do Castelo de São Jorge, as Festas de Lisboa, para além dos espectáculos avulsos (e eu, o ArteEscola!Comunidade, onde quase todos os dias grupos escolares e da comunidade vêm ao Trindade apresentar espectáculos)?
sexta-feira, outubro 10, 2008
Nunca estive em Bagdad no Pax Júlia, em Beja
"Nunca estive em Bagdad é uma história de amor durante a guerra, perto e longe, muito longe de Bagdad. Glória e Rogério mudaram uma vez mais de casa e estão na situação de ter de arrumar de novo as suas coisas. Vivem a rotina dos dias e o amor é como é. O mundo vive a guerra no Iraque e Rogério é um viciado da informação televisiva, e não consegue despegar do monitor, enquanto Glória vive um drama íntimo, quase intraduzível: uma doença obriga-a a uma delicada operação e a sujeitar-se a um difícil tratamento. Vai sobreviver e será exemplo de optimismo. E o amor? Sobreviverá também? Irá Rogério a tempo de compreender? No final da guerra, eles têm a casa arrumada. E a vida?"
Abel Neves
FICHA TÉCNICO-ARTÍSTICA:
Texto: Abel Neves
Encenação: António Revez Interpretação: Ana Ademar e Ricardo Brito Música: Paulo Ribeiro Companhia de Teatro Lendias d’ Encantar
De 8 a 10 – Teatro – Nunca Estive em Bagdad, de Abel Neves pelo Grupo de Teatro Lendias D'Encantar – 22h
quinta-feira, março 27, 2008
Ressurreição
Era domingo de Páscoa numa pequena igreja em Sintra. A liberdade é isto, podermos fazer o que nos dá na real gana e assim, sem necessidade de outras justificações, vi-me a mim mesmo, agnóstico confesso, num tempo, numa filial da ICAR, a assistir a uma missa que integrou um baptismo. É certo que fiquei em pé - e não foi para relembrar o sofrimento das minhas missas de juventude, em que contava mentalmente as páginas do missal para saber quanto tempo ainda tinha de missa - mas para que a qualquer momento pudesse sair. E não o fiz por outra razão que não o frio que se entranhava pela noite de Sintra: comecei a olhar aqueles crentes, um a um. Os que cantavam, os que liam, os que genuflectiam. Os que ouviam o sermão. Lembrei-me também do meu pai. Até aí eu nunca tinha conseguido imaginar o meu pai no púlpito. Sei que ele foi padre, já aqui falei várias vezes disso. Mas não o imagino no púlpito. Na memória que tenho ele é demasiado humano para o conseguir imaginar vestido com aqueles hábitos, a pregar. E, contaram-me, o meu pai era um daqueles padres oradores, a quem eram entregues recorrentemente os actos de pregação. O padre que eu ouvi, embora utilizasse uma expressão chã, simples, que potenciava a comunicação com os fiéis, não era um tribuno muito eloquente. Nem tinha grande rasgo nem especiais efeitos de oratória. Talvez por isso, passados cinco minutos em que os seus truques de prosódia se revelaram, centrei-me nos fiéis. Ali, iluminados pelo calor das velas, daquela luminosidade ténue, não me pareciam iguais a todas as pessoas que encontro na rua. Algumas cantavam e as suas vozes trabalhadas ressoavam pela igreja. Outras liam, e faziam-no com solenidade. Estavam serenos a ouvir a pregação. O tema era a ressurreição. O padre ligou o tema à ecologia, ao cuidado com o mundo, à preocupação com a energia, com a água - a fonte de tantas guerras disse - com aqueles que sofrem. O discurso nada tinha de relevante. A única coisa que ali se distinguia era a minha surpresa por me ter tornado incapaz de pensar que os católicos, quando reunidos, falem do mundo em que vivem. Olhei os fiéis, tentando perceber de que forma é que tudo isto actua, produz sentido na vida quotidiana em que me cruzo com muitas destas pessoas, a maior parte das quais não conheço.
É extraordinário para um agnóstico há muito afastado com a igreja dar-me conta deste espaço de doutrinação, de apologética, em que se constitui um sermão, uma pregação. Estas pessoas vêm todas as semanas sentar-se aqui para escutarem um homem, que lhes é apresentado como seu pastor espiritual, e que lhes fala de livros, das Escrituras, do Evangelho. Vou imaginar que não conheço a ICAR ( o que não deixa de ser verdade, eu creio que é por isso, por já a conhecermos tão bem que a deixamos de conhecer e é por isso também que de repente algo se descontextualiza e surge o espanto). Um livro é um livro em qualquer parte do mundo, é cultura. Aquelas pessoas vêm das suas casas a uma determinada hora de domingo para se sentirem irmanadas. Quer dizer, irmãs. Vêm partilhar uma mesma visão hermenêutica de um livro. É engraçado, muitas daquelas pessoas são capazes de dizer que há muito não lêem um livro. É também verdade que o Evangelho, se tornou muito menos livro e muito mais pedra.
O que vejo agora: uma centena de pessoas em torno de um livro, de uma parábola, de um sermão, de uma ideia de procura espiritual. Não esqueço o resto. Não esqueço Caeiro, e tudo no céu era estúpido como a Igreja Católica. Não me detenho nas suas qualidades nem nos seus (imensos) defeitos. Aqueles não são a minha tribo, se algum dia a tiver. Eu, que também procuro os meus irmãos, a minha irmandade, a minha fraternidade, como diz a minha mãe, quando se refere aos seus franciscanos. Mas fico ali, a ver aquele trabalho de iluminação interior daquelas pessoas que estão na igreja. A forma como entoam as vozes e nesse ressoar está toda uma devoção ao céu, à religião, ao infinito. Não me parecem muito diferentes daqueles que se encontram num espectáculo, seja ele de teatro, de música, de poesia. Saio para a serra de Sintra um pouco mais humano, ou melhor, a imaginar-me num mundo um pouco mais feito de carne e osso.
quarta-feira, março 05, 2008
Teoria Geral dos Maridos
A Sarah Adamapoulos volta a fazer uma incursão na escrita teatral. A encenação continua a ser de Francis Seleck, para o Teatro de Areia. E tem interpretação de Ariana Manso, Ana Sofia Gonçalves, Cláudia Camilo e Joana Sabala. Apresenta-se às 8 de Março às 21h30 no Fórum Municipal Romeu Correia (Auditório Fernando Lopes Graça), em Almada. A entrada é livre para as mulheres e também para os seus maridos. Insere-se na programação da Quinzena da Juventude de Almada.
Vejam o vídeo em:http://teatro.de.areia.googlepages.com/
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
O que é que @ ministr@ da cultura tem a ver com o ensino artístico?
Já posso - sem ser gozado por estar a defender a ministra - voltar tranquilamente ao convívio na esplanada da Graça com os meus vizinhos que gostam de zurzir forte e feio na Maria de Lurdes Rodrigues. Agora quando eles disserem mata eu direi esfola, aproveitando as suas declarações de que o ministro da Cultura não tinha nada que ser ouvido no assunto. Ela tem a sua razão. Ao tempo em que o projecto-lei foi trabalhado ainda não havia ministro da Cultura a ditar os destinos do Palácio da Ajuda e para uma ministra da Educação a questão da concordância de género é relevante. O problema é que a sua razão é irrelevante diante da falta de razoabilidade que a sua resposta patenteia. Aliás, o problema mais grave não é ainda esse. O verdadeiro problema é que no Palácio da Ajuda provavelmente o ministro já terá chamado uns quantos assessores para lhes perguntar, mas afinal o que é que eu tenho a ver com isto?
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Tertúlia na Fábrica do Braço de Prata
É já no domingo, dia 13 às 15 horas, na Sala Nietzsche, que na tertúlia organizada e animada pelo João Pais - o mítico Janjan da nossa adolescência entre oliveiras - nos iremos debruçar sobre o livro de José Ceitil, Vidas Simples, Pensamentos Elevados. A apresentação do livro será feita pelo Arnaldo Mesquita.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
A Cultura depois de Isabel Pires de Lima
Corre uma petição na internet para apelar a Sócrates que, face à eminente remodelação do ano novo, inclua nesta uma revisão em alta da política cultural do Governo. Já o afirmei aqui muitas vezes e por isso, face à coincidência de pontos de vista, não se estranhará que não só tenha assinado como recomende vivamente a sua assinatura: é urgente que os governos do PS voltem a repensar a necessidade de assumirem e preservarem o património político que Manuel Maria Carrilho consolidou à frente do Ministério da Cultura. Que desde Santos Silva, passando por Sasportes, tem vindo, porfiadamente, a ser desbaratado.
terça-feira, dezembro 18, 2007
Quarta-feira, 19 de Dezembro
De repente, por sms e msn, componho o programa ideal, mesmo ao pé de mim. Na Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia 95 a apresentação destes dois documentários. As duas faces da Guerra de Diana Andringa e Flora Gomes. E Natal de 71, de Margarida Cardoso. Ás 18h30. E depois, às 19h30, João Grosso diz a Ode Marítima na Maria Caxuxa, Bairro Alto. Se pensarmos que amanhã ela faz anos, a vida corre de feição.
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