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domingo, março 07, 2010
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Prateleira dos blogues
Olivesaria, na estante dos blogues de todos os dias. É um vício. Para a estante dos amigos na blogosfera, entrarm Pieces&Ideas e Povo de Bahá. A amizade, outro vício!
domingo, outubro 07, 2007
Olivesaria
Imagem daqui
Abri muitas vezes o Respirar o mesmo Ar a outras pessoas, e o próprio Metablogue também. Mas nunca antes tinha participado num blogue colectivo. Olivesaria é um blogue de natureza anónima e a ideia é que quem lá vá se sinta tão perdido diante daqueles nomes como qualquer estranho ao bairro se sente diante da organização muito particular que aquele bairro tem do quarteirão, da avenida e da rua. Mas tem sido uma oportunidade - para além de algum revivalismo e nostalgia que, prazenteiramente também nos assalta quando revisitamos experiências que nos fizeram, das quais fomos feitos - de nos reagruparmos em torno de uma ideia de espaço que não é já o lugar físico mas aquilo que nele se projectou enquanto vivências de um conjunto de pessoas que tem em comum a particularidade da partilha de um bairro que tinha uma forte identidade, tanto interna como externa. E é engraçado que hoje muitos de nós voltem a morar no bairro que requalificou toda a sua relação com o rio.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Pedro Alpiarça 1958-2007
Tenho no bolso das calças dois bilhetes para o Pedro Tochas, hoje, às 23h. Ia telefonar-te, depois de acabar de visionar uma entrevista, como sempre, em cima da hora. E agora o que é que eu faço, companheiro?
Pedro Alpiarça
Teatro Mínimo
d d [Voltarei com o regresso das palavras. Elas virão, como sempre, quando forem necessárias. Quando o silêncio for estéril. E mais palavroso, mais falso, mais insuportável do que a articulação. Olho para os dias que nestes últimos vinte e quatro anos vivemos juntos e não encontro em nenhum deles uma expressão de violência que me possa ajudar a compreender este voo de Ícaro sem asas. Há uns anos ele teve de fazer um papel de um homem que se tornava assaltante, e grande parte da comicidade do seu assaltante, para além das próprias circunstâncias da trama, advinha do Pedro ser a personificação de uma não-violência natural. Embora ele fosse, naturalmente, um cómico, o que nos escapa da explosão a que ontem se consagrou, é uma mensagem de um intenso dramatismo: os nós dos nossos laços não estão suficientemente cegos. Ou, não estamos a reparar o suficiente uns nos outros. Não sou de me vergastar, muito menos em público, até porque já não acredito na redenção dos aflitos, mas também não quero desperdiçar o gesto de um amigo: quando uma pessoa como o Pedro se atira de um quinto andar de um prédio é porque alguma coisa à sua volta falhou. Dizer isto é de uma crueza enorme, principalmente quando conhecemos a dimensão do afecto que o rodeava. Se não o amássemos tanto não nos sentiriamos tão envolvidos, tão comprometidos, tão responsáveis. Ontem a pergunta silenciosa que nos rasgava nos olhos na Guilhas - foi para lá que convergímos de forma intuitiva - era a mesma, porque é que não me ligaste?, e logo a seguir sentiamos o corte, o rasganço, quando percebíamos que ele nos tinha ligado, que ele nos tinha ligado a todos. A mim ligou-me há uma semana para me pedir desculpa por me ter despachado quando nos cruzámos, eu ía com o meu filho, ao pé do Centro Comercial dos Olivais, é pá, é que tinha os congelados a derreterem, e eu a rir-me, tá bem, não te preocupes, eu também ía com o Pedro e ele estava impaciente, e o resto, como estás?, e ele a armar-se de um pequeno entusiasmo, uns castings para umas cenas, um espectáculo na Guilhas, esta coisa das plaquetas está mais ou menos , e eu a desligar e a sorrir e a pensar, este tipo é d'ouro, com as suas maleitas e preocupado se foi um pouco menos disponível comigo, agora percebo, era um jogo, eu reparo em ti e tu agora olhas para mim, tu agora deixas-te das tuas merdas, das tuas dores e aflições e olhas para mim a sério, ok? Isto é stand up comedy no seu melhor e é para isso que nos servem os cómicos. Os nossos melhores cómicos. Para nos fazerem pensar na vida que levamos. Sorrindo, a bondade, o apego à vida do Pedro não nos dão nenhuma dúvida do sentido que ele gostaria que nós déssemos à nossa reflexão. Há múltiplas dimensões deste sorriso amargo que ele nos deixou. Uma delas é política: espero que os seus muitos amigos actores e actrizes acordem para a necessidade de engrossarem a voz do movimento dos intermitentes. O desfazamento entre as modalidades de prestação da segurança social e os ciclos de actividade profissional dos artistas e técnicos das artes do espectáculo não pode continuar a ser apenas algo que é sofrido como o drama individual de cada um dos proletários do riso, do entretenimento. E muitas vezes eles são as pessoas menos bem posicionadas para o defender. É que ainda há quem olhe para o movimento dos intermitentes e pense que se trata de um grupo que reúne os que estão desempregados, os que têm pouco trabalho, os que estão politicamente mais empenhados. Porque ainda há o receio de que se eu me meter nestas coisas ainda pensem que estou mal, sem trabalho. Há longuíssimos anos ouvi uma vez de José Pedro Gomes, "sempre que estou na merda, desempregado, deixo as coisas chegarem até à última quinhentola. Ai agarro na minha melhor farpela, ponho uma cara nova e vou beber o último wiskie como se tivesse na maior, como se estivesse a fazer milhões de coisas ao mesmo tempo. Aparecem logo convites. "É uma realidade desta vida de trabalho cuja dimensão pública não lhe tira dureza. Voltarei com o regresso das palavras. ]
segunda-feira, agosto 20, 2007
Os Olivais na Blogosfera
A Olivesaria tem conceito: artes e oficios do rememorejar sobre os Olivais. Como já o era o Rua Cidade de Bafatá. Começo por aqui, por esta imagem. Esta pequena vereda que ligava dois continentes, o café do Tó e a casa onde nós escreviamos nas paredes, salvou-me muitas vezes da tristeza. Era este exacto caminho. Havia neste verde tosco, escasso, quase reles, um acento, um travo do verde da minha infância saloia. E tal como o Popeye com os seus espinafres, era aqui que eu me redobrava quando o chão me faltava debaixo dos pés.
terça-feira, julho 24, 2007
Piquenique de domingo
No domingo fizémos um piquenique nos Olivais, no Vale do Silêncio. Antes passei no Café do Tó, um dos meus preferidos quando por ali morava e encontro um antropológo a mandar as suas últimas sms antes de regressar, nessa noite, para trabalho de campo, em Moçambique. Dias antes tinha-o encontrado com a sua filha, na festa de uns amigos. Voltei a lembrar-me disso por causa da foto da filha, que vi há pouco num blogue. Foi o primeiro momento de um acordo finalizado com a cumplicidade desgarrada do Capitão Cook. Dizia o Zé Flávio, falava-se do adormecer dos nossos filhos, de ficarmos ou não ali com eles, enquanto adormecem, da importância do toque, que os nossos pais não valorizavam tanto:
- " Eu não sei se eles precisam. Eu às vezes preciso. Preciso de um abraço, de uma festa, um afago".
quarta-feira, junho 06, 2007
Bafatá club
Um grupo de amigos lançaram um blogue sobre a Rua Cidade Bafatá nos Olivais. É a primeira rua que conheci em Lisboa, ainda estava em Mafra. Moravam lá os meus primos e cedo se constituiu como um território mágico para mim. Nunca fiz parte da rua, dos seus hábitos, era um visitante, quase sempre com o meu primo Miguel, mas reconheço a maior parte dos seus personagens. Vou por isso acompanhar com atenção estas postadas que são autênticas incursões na memória e uma espécie de reconstituição de um modo de viver.
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